Publicado em 15/3/2010, 4:30 pm
Os estudantes da rede municipal de ensino de Duque de Caxias também entraram na luta contra as enchentes, através de campanha educativa sobre o lixo, um dos principais responsáveis pelo entupimento de bueiros, ralos e rios.
A iniciativa envolve, principalmente, os alunos do ciclo de alfabetização, considerados mais aptos a aderir totalmente à idéia por terem pouca idade e não terem as atitudes negativas das pessoas adultas. Na sexta-feira, 12 de março, alunos da Escola Municipal Nizia Vilela, no bairro São Bento, no segundo distrito, receberam a cartilha “Chega de Lixo”, com informações sobre como descartar o lixo corretamente.
O bairro São Bento foi um dos mais castigados pelo temporal que atingiu a cidade em dezembro. As lembranças ainda estão na memória de alunos como Kayke Sabino Campos, 7 anos, aluno do segundo ano. “A rua da minha tinha ficou inundada e o quintal ficou cheio de detritos. Se o lixo tivesse sido colocado no lugar certo, acho que a enchente seria menor”, disse Kayke. A mesma opinião tem a colega dele, a aluna Letícia Gomes Ribeiro, 6 anos, do primeiro ano. “Lá em casa, eu brigo quando meus pais jogam o lixo fora do lugar. Outro dia o bueiro ficou entupido de papel e eu fiquei com medo que chovesse e enchesse a rua”, lembrou a aluna.
Para a professora Cíntia Faria da Costa, 32 anos, as crianças com idades que variam entre 6 a 16 anos são mais fáceis de serem sensibilizadas em relação ao problema. “Na fase inicial do aprendizado, as crianças absorvem melhor as informações e as colocam em prática nas próprias casas, influenciando pais, irmãos, tios e vizinhos”, observou Cíntia. Em um evento que teve ensino ambiental e brincadeiras, cerca de 100 alunos do primeiro e segundo anos do ciclo de alfabetização da Nizia Vilela receberam a cartilha “Chega de Lixo”.
A campanha atingiu, inicialmente, oito escolas da rede, com a distribuição de 2.mil cartilhas para os alunos do ciclo de alfabetização. Para a secretária de Educação, Maria de Lourdes Henriques, o momento é de fazer germinar uma semente que vai render frutos num futuro próximo. “Esperamos que as informações sejam levadas aos responsáveis e se traduzam em ações positivas para o bem de toda a comunidade caxiense”, concluiu Lurdinha.
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