As enfermeiras recém-formadas pela Uniabeu Mayara Souza, 23 anos, e Gabriele Saraiva, 30 anos, superaram um desafio de grau elevado na escalada profissional. Elas enfrentaram os processos seletivos para a residência de Enfermagem da Marinha do Brasil, em novembro de 2015, e da Uerj, em novembro de 2014 – ambas foram aprovadas.

Alunas dedicadas, Mayara Souza e Gabriele Saraiva afirmam que não fizeram preparação específica para a prova. Terceira colocada no segmento cirurgia cardiovascular da residência da Uerj, Saraiva não tem dúvida em sinalizar o preparo ao longo de todo o curso de Enfermagem como fundamental. Gabriele colou grau no segundo semestre de 2014. Trabalhando e estudando Enfermagem, as madrugadas para Saraiva eram o tempo a ser consumido. “Só me restava a calada da noite para ficar em dia com os compromissos de universitária”, conta.

O ritmo de entrega total aos estudos também não é estranho para a residente de enfermagem da Marinha do Brasil Mayara Souza, 23 anos. Formada no segundo semestre de 2015 e aprovada no concurso de novembro do mesmo ano, ela soube da notícia em pleno Carnaval 2016. Souza sai de casa, em Nilópolis, às 4h40, rumo ao Hospital Marcílio Dias, no Lins, onde estuda e faz plantão. Ela passa o dia debruçada sobre livros e executando procedimentos de Clínica Médica e Cirúrgica. Seu retorno à residência dos pais, Simão Souza e Emília Souza, só acontece às 20h. No meio da correria, a jovem enfermeira ainda consegue tempo para fazer o curso de Bioestatística, aos sábados. “A ideia é me preparar para o mestrado logo após a residência” – explica.

Ela ressalta a participação da mãe e do pai no sucesso que vem alcançado. “Sem o apoio incrível dos meus pais, eu não conseguiria chegar até aqui. Eles têm total importância nessa minha caminhada”, registra emocionada a jovem enfermeira.

Recém-casada, Saraiva aumentou a velocidade do corre-corre diário. Morando em Queimados, fazendo residência em Vila Isabel, e encarando plantão em hospital no bairro de São Cristóvão, ela faz questão de frisar que o momento é de orgulho. “A correria é cansativa, mas a sensação de vitória recompensa”, afirma.