O viaduto que passa sobre a linha férrea no Cento de Mesquita, foi reinaugurado na noite desta sexta-feira, dia 14 de janeiro. A via passa a se chamar Viaduto Cantor e Compositor Dicró, em homenagem ao artista que nasceu na Jacutinga e viveu durante anos na Chatuba. A data marcava também o aniversário do sambista, morto em 2012, aos 66 anos.

Inauguração de viaduto contou com a presença da família de Dicró. Foto: Francisco Filho.

Inauguração de viaduto contou com a presença da família de Dicró. Foto: Francisco Filho.

O evento teve a presença da família do homenageado: a esposa de Dicró, Maria Madalena Silva de Oliveira, os filhos Roberto Carlos Silva de Oliveira e Luiz Cezar Silva de Oliveira, os netos Aysha Lopes e Luiz Carlos e a nora do cantor, Marluce Katia da Silva. Um busto de Dicró também foi inaugurado no local. O trabalho foi feito pelo artista plástico e carnavalesco da escola de samba Unidos de Padre Miguel, Edson Pereira.

“Essa iniciativa é linda porque meu pai foi um exemplo de superação. Com pouca escolaridade, ele conseguiu criar a família e transformou a dificuldade em criatividade. Tenho orgulho de ser filho dele e de estar aqui hoje”, contou Roberto Carlos, filho de Dicró que dá continuidade à obra do pai, fazendo shows cantando as músicas dele. Depois da reinauguração, houve uma apresentação ao vivo das composições de Dicró, que foram cantadas por todos.

Carlos Roberto de Oliveira, o Dicró, se destacou pelo bom humor. Parte de suas canções ironiza e faz sátiras com a figura das sogras. Sempre que tinha chances, encaixava Mesquita em suas letras, como no sucesso “Chatuba”: ‘Preciso morar num lugar que ninguém me perturba. Pra onde vou, amor? Ah, vou morar na Chatuba’. Ele foi sepultado no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro Cosmorama.