Ligações potenciais e existentes de hidrovias na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Fonte: Elaboração Sistema FIRJAN.

Ligações potenciais e existentes de hidrovias na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Fonte: Elaboração Sistema FIRJAN.

O Sistema FIRJAN divulgou nesta terça-feira, dia 25, estudo que aponta 14 novas ligações hidroviárias viáveis. O objetivo do estudo é contribuir com a melhoria da mobilidade urbana na Região Metropolitana do Rio de Janeiro e com isso diminuir os prejuízos causados pelos longos congestionamentos, o

As linhas – nos eixos da Baía de Guanabara e da Barra da Tijuca – têm potencial para absorver 272,4 mil viagens de passageiros por dia e para retirar 100,9 mil veículos das ruas. Isso representa redução potencial de 84,1 km na extensão diária dos congestionamentos e diminuição de R$ 11,2 bilhões no custo anual causado pelo tempo perdido no trânsito, em especial durante a distribuição de cargas e pela perda de produtividade dos trabalhadores.

A ligação entre a Praça XV e Duque de Caxias possui potencial para realizar 26,6 mil viagens/dia, equivalente a 9,8 mil veículos, o que poderia reduzir os congestionamentos na Rodovia Washington Luiz e na Avenida Brasil em 8,2 km/dia.

No eixo Baía de Guanabara, que hoje conta com apenas quatro linhas, a FIRJAN propõe 11 novas ligações. Estas linhas podem proporcionar mais de 156 mil viagens de passageiros por dia, o equivalente a 57,8 mil veículos. Entre as linhas propostas, cinco conectam o Rio de Janeiro ao Leste Fluminense, uma a Duque de Caxias, quatro às ilhas do Governador e do Fundão, e uma Charitas a Itaipu, em Niterói.

No eixo Barra da Tijuca, a FIRJAN sugere a ligação da Barra da Tijuca para a Praça XV e no Complexo Lagunar. Da Barra da Tijuca para a Praça XV, o transporte pode absorver até 106,4 mil viagens de passageiros por dia, que equivalem a mais de 39 mil veículos fora das ruas. Neste caso, a Federação propõe embarcações próprias para navegação em mar aberto e ressalta que uma estação próxima ao Terminal Alvorada permite a criação de um polo multimodal de passageiros devido à conexão com as estações do Bus Rapid Transit (BRT) e do metrô. O projeto possibilita a plena integração da Barra da Tijuca com todo o município, o Leste Fluminense e Duque de Caxias, através de modos de transporte de alta capacidade.

Barca que apresentou problemas faz o trajeto Araribóia - Praça XV. Foto: Divulgação.

Barca que apresentou problemas faz o trajeto Araribóia – Praça XV. Foto: Divulgação.

Também na Barra da Tijuca, as ligações hidroviárias consideradas possíveis no Complexo Lagunar podem realizar próximo a dez mil viagens de passageiros por dia, que substituiria 3,7 mil veículos. A proposta permitiria aos usuários a integração com a futura estação da Linha 4 do metrô, no Jardim Oceânico, que fará a conexão da Barra da Tijuca com a Zona Sul e o Centro. Segundo a FIRJAN, a combinação das hidrovias com a Linha 4 do metrô possibilita a retirada de milhares de veículos ao longo do trajeto Barra da Tijuca – Centro, reduzindo ainda mais os congestionamentos.

Em 2013, os congestionamentos nos 21 municípios que compõem a Região Metropolitana fluminense atingiram 130 km por dia, gerando um custo de R$ 29 bilhões. Em 2022, os congestionamentos podem alcançar mais de 180 km por dia e os custos podem atingir R$ 40 bilhões, mesmo com os investimentos em andamento, como a expansão e melhoria do sistema metroferroviário, a construção de corredores exclusivos para ônibus (BRT e BRS) e a implantação do sistema de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) no Centro e na Zona Portuária.