A Câmara Metropolitana de Integração Governamental vai apoiar nove cidades da Região Metropolitana para elaborarem seus Planos de Mobilidade Urbana. A ideia é priorizar e integrar o transporte coletivo intra e intermunicipal, com trens, metrô, barcas, ônibus e o transporte não motorizado (ciclovia e a pé).

Câmara Metropolitana elabora plano de mobilidade. Foto: Erica Ramalho

Câmara Metropolitana elabora plano de mobilidade. Foto: Erica Ramalho

Na Baixada Fluminense, Nova Iguaçu, Queimados, Belford Roxo, São João de Meriti, Mesquita e Nilópolis receberão ajuda de uma empresa de consultoria que será contratada pela Câmara, com financiamento do Banco Mundial, para confecção dos planos de mobilidade. As prefeituras do Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias já contrataram seus estudos.

O diretor-executivo da Câmara Metropolitana, Vicente Loureiro explica: “essa é a primeira vez que vamos elaborar um plano integrado de mobilidade urbana com esses municípios. Temos uma parceria com o Banco Mundial que, por meio do programa Pró Gestão, tem nos ajudado na retomada do planejamento e da governança da Região Metropolitana”.

A partir da assinatura do contrato, prevista para o primeiro semestre deste ano, a empresa selecionada terá 12 meses para qualificar equipes das prefeituras, detalhar propostas locais e desenvolver os planos das nove cidades de maneira articulada, divididos em dois segmentos: Baixada e Leste Fluminense. Técnicos da Secretaria de Transportes acompanharão o trabalho, que terá como base o Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU).

Para Loureiro, também é preciso pensar em sistemas racionalizados de transporte intramunicipal, com criação de faixas e vias exclusivas para ônibus, corredores BRT (Bus Rapid Transit) e BRS (Bus Rapid Service), além de incentivar o uso de trens, a construção de ciclovias, a instalação de bicicletários e percursos a pé.

– Precisamos pensar na integração intermodal e tarifária, na redução do tempo de deslocamento da população no percurso casa-trabalho, mas também no uso do solo, na logística e outros temas importantes para a mobilidade na região. Queremos um plano que atenda às necessidades reais da população, com medidas pontuais que tenham impacto regional. Em paralelo, continuamos a desenvolver o nosso Plano Diretor Metropolitano – disse o diretor-executivo.