Publicado em 22/12/2007, 7:11 am
Crianças e grávidas são as maiores vÃtimas da precariedade do sistema de coleta de esgoto Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira pela Fundação Getúlio Vargas mostrou a precariedade do sistema de coleta de esgoto. No Rio, quatro em cada dez casas não têm saneamento básico.
O esgoto a céu aberto é também um problema de saúde pública: crianças e mulheres grávidas são as maiores vÃtimas.
Um enorme valão corta o bairro Lote XV, em Belford Roxo. O canal não suporta mais a quantidade de esgoto. As caixas coletoras vivem entupidas. A galeria que deveria receber apenas água da chuva é o destino também do esgoto das casas que não têm ligação com a estação de tratamento.
A constatação da falta de saneamento se reflete em números. Metade das casas do municÃpio de Belford Roxo não está ligada à rede de esgoto. É o que revela um estudo da Fundação Getúlio Vargas, divulgado hoje. A pesquisa também revelou a falta de saneamento em outras cidades do estado.
No Rio, quase 24% das casas não são ligadas à rede de esgoto. Os detritos são lançados em valões e rios. A pesquisa também aponta as conseqüências do esgoto sem tratamento para a saúde pública.
Crianças entre 1 e 6 anos são as que mais morrem de doenças relacionadas à falta de saneamento. Mulheres grávidas também estão entre as principais vÃtimas. O contato com esgoto aumenta em 30% o risco de que os filhos nasçam mortos.
A Cedae informou que vai gastar R$ 1 bilhão do Programa de Aceleração do Crescimento para o aumento e para melhorias de saneamento na Baixada a partir do ano que vem. O governo do estado disse ainda que estuda um pedido da prefeitura de Belford Roxo para que o municÃpio passe a administrar o saneamento básico.
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