A Baixada Fluminense teve retração de 10.952 postos de trabalho nos primeiros seis meses de 2015, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego. De acordo com o Boletim de Mercado de Trabalho do Sistema FIRJAN, esse é o pior resultado para o primeiro semestre nos últimos dez anos. Todos os grandes setores (Serviços, Indústria, Construção Civil e Comércio) registraram queda do emprego, exceto Agropecuária (+11). Entre os 16 municípios da Baixada, apenas quatro apresentaram saldo positivo na geração de emprego: Miguel Pereira (+77), Seropédica (+69), Paty do Alferes (+48) e Japeri (+39).

Em todos os grandes setores, as demissões superaram as admissões. A Indústria da região fechou o semestre com a extinção de 3.415 postos de trabalho. Duque de Caxias (-1.674) e Nova Iguaçu (-951) foram os municípios que mais influenciaram no resultado negativo do setor. No sentido oposto, o município que criou mais vagas na região foi Seropédica (+168).

O Comércio extinguiu 4.330 postos de trabalho. Essa é a primeira vez nos últimos dez anos em que o setor registra retração do emprego no primeiro semestre. Os três municípios que mais influenciaram nessa queda foram: Duque de Caxias (-1.470), São João de Meriti (-931) e Nova Iguaçu (-834). No sentido oposto, os municípios que registraram saldo positivo na geração de emprego foram Seropédica (+27), Mangaratiba (+27) e Miguel Pereira (+10).

A Construção Civil da Baixada Fluminense registrou queda de 2.070 postos de trabalho, com Itaguaí (-1.639) sendo o município que teve a maior influência negativa sobre o resultado. Duque de Caxias (+272) e Nova Iguaçu (+273) foram os municípios que mais geraram postos de trabalho na região.

Já o setor de Serviços reduziu 1.148 postos de trabalho no período. Itaguaí (-610), Belford Roxo (-474) e Nova Iguaçu (-363) foram as cidades que mais reduziram postos de trabalho. Já Magé (+244) e Nilópolis (+178) foram os que apresentaram a maior geração de vagas no 1º semestre de 2015 na Baixada.