O trabalho de conscientização que a Prefeitura de Duque de Caxias vem promovendo, junto aos moradores e Caxias no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, do zika vírus e da Chikungunya, teve mais uma ação nesta sexta-feira (29/1), com um Dia D na Praça do Relógio, no centro.

Agente de endemia inspeciona o chafariz do calçadão da Rua Joaquim Lopes de Macedo. Foto: Rafael Barreto.

Agente de endemia inspeciona o chafariz do calçadão da Rua Joaquim Lopes de Macedo. Foto: Rafael Barreto.

Durante toda a manhã foram distribuídos material impresso com informações sobre o inseto e os sintomas das doenças. Os agentes também receberam solicitações para colocação de capas de caixa d’água e denúncias de locais com possíveis focos do mosquito.

Para atrair a atenção de quem passava pelo local no Departamento de Vigilância e Saúde instalou um laboratório de entomologia, onde às pessoas puder conhecer as fase de evolução do mosquito da dengue a partir da postura dos ovos. Nos microscópios adultos e crianças eram informados das fases ovo, larva, pupa e alado. O mosquito da dengue dura em média 30 dias. Nesse período cada fêmea pode colocar até 100 ovos a cada três dias e cerca de mil durante a vida. A população também pode verificar a pressão arterial e fazer teste de glicemia. Todas eram orientadas a conhecer as fases de evolução do mosquito transmissor da dengue.

Os 60 agentes de endemias abordaram centenas de pessoas que transitavam pelos calçadões das avenidas Nilo Peçanha, José de Alvarenga e das ruas Manoel Vieira e Joaquim Lopes de Macedo. Nessa última os agentes encontraram larvas do mosquito da dengue na caixa de saída do chafariz e resolveram o problema com aplicação de larvicida.

Profissional de saúde aborda transeunte na Avenida Governador Leonel Brizola. Foto:  Rafael Barreto

Profissional de saúde aborda transeunte na Avenida Governador Leonel Brizola. Foto: Rafael Barreto

O trabalho de conscientização foi acompanhado de perto pela diretora de Vigilância e Saúde, Sandra Vitória e pelo coordenador de Vigilância Ambiental Alessandro de Deus. Ele explicou que as ações de combate ao aedes aegypti foram intensificadas nos quatro distritos por causa do aumento de casos da doença. “O carro fumacê só mata o alado e para acabar com o mosquito é necessário não deixar que ele nasça”, disse o coordenador, acrescentando que nos meses de janeiro e fevereiro o ciclo de cobertura com visitas domiciliares ao invés de bimestral será mensal. Até 21 de janeiro, a secretaria de Saúde havia registrado seis casos suspeitos de dengue e 363 notificações do Zika Vírus, sendo aguardado o resultado dos exames.

Entre os moradores que se interessaram em visitar o laboratório de entomologia uma senhora chamou a atenção. Maria Veras da Trindade, de 64 anos, conversou com os agentes e ouviu explicações. Moradora do bairro Itatiaia,disse que sempre cuidou bem da família e que na sua casa há dois anos não são registrados casos de dengue. “Nós fazemos o dever de casa”, comemora a idosa. “Esse trabalho da Prefeitura é muito importante porque alerta as pessoas sobre os cuidados que a gente deve ter”, destacou Maria Veras. As equipes distribuíram também informações sobre combate a roedores e caramujos.