O Programa de Controle da Hanseníase, que funciona em todos os postos de saúde de Mesquita,  festejou na última sexta-feira, dia 19, o Dia D de combate à doença, que esse ano teve como slogan “Vamos Juntos Eliminar a Hanseníase”.

Foto: Maicon Ferraz

Foto: Maicon Ferraz

A programação especial de detecção e tratamento que contou com a parceria do Movimento de Reintegração de Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Mohan), começou no dia 29 de janeiro, com busca ativa e diagnóstico em todos as unidades médicas.

“Nós abordamos os pacientes, apresentamos palestras, peças teatrais e pedimos que fizessem exames dermatológicos em busca de novos casos. A partir daí, quando o diagnóstico é feito, iniciamos imediatamente o tratamento aqui mesmo no pólo do programa, que funciona na Policlínica Municipal, onde é feita a aplicação da primeira dose da terapia. Depois o paciente é encaminhado para prosseguir com o tratamento no posto mais próximo de sua residência”, explicou a responsável pelo programa, a enfermeira Fátima Almeida, que conta com auxílio da técnica de enfermagem, Solange Souza Gomes, para o acolhimento dos pacientes.

O tratamento dura de seis meses a um ano e durante esse período existe todo um trabalho de convencimento do paciente a não deixar de fazer a terapia.

“Nós primeiro conscientizamos sobre o problema, mas muitas vezes ligamos para as pessoas, lembrando o dia do remédio, vamos na casa e muitas vezes falamos francamente da gravidade, tudo para evitar desistências antes da cura completa”, explicou Fátima.

Foto: Maicon Ferraz.

Foto: Maicon Ferraz.

Mais de 200 pessoas foram examinadas nesse período da campanha e até o momento apenas um caso foi confirmado. Vale ressaltar que o Dia D encerrou na sexta-feira, 19, mas todos os postos da cidade mantém núcleos do programa de combate à hanseníase o ano inteiro. O remédio é fornecido gratuitamente.

De acordo com Sueli Costa, palestrante do Mohan e responsável pela realização de palestras sobre a doença, informar sobre os sintomas, as formas de contágio, saber como identificar possíveis casos e sobre o tratamento, é indispensável para que as pessoas se tornem multiplicadoras de informação e para eliminar de vez a hanseníase.