Desde o último sábado (04/02), grupos formados por familiares dos militares impedem a saída dos carros de polícia dos batalhões da Polícia Militar do Espírito Santo. O protesto resultou em um verdadeiro caos na segurança pública, contabilizando centenas de assaltos e outros crimes diariamente no estado.

Suposto despacho é falso, explica a Polícia Militar. Foto: Reprodução/internet.

Suposto despacho é falso, explica a Polícia Militar. Foto: Reprodução/internet.

Diante da situação no estado vizinho, uma informação falsa começou a circular na internet, noticiando uma paralisação da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ). Na tarde desta terça-feira (07/02), a PMERJ publicou uma nota em suas redes sociais e no portal da corporação, salientando que é necessária uma avaliação das consequências que uma possível paralisação poderia ter sobre a população. “Paralisar um serviço essencial afeta toda a população”, explica a nota, que foi publicada junto do aviso “falso” sobre as imagens que circulam na internet, associadas ao Coronel Wolney Dias.

Confira a nota na íntegra:

“A violência é um grave problema da nossa sociedade. Dentro desse contexto, sabemos que o Rio de Janeiro possui peculiaridades na área da Segurança Pública, só encontradas aqui. Nós, policiais militares, atuamos diuturnamente nesse cenário e sabemos agir nos casos extremos. A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro é a Instituição que garante a “civilidade”, o ir e vir, o trânsito de pessoas. Só nós conhecemos a realidade nua e crua do dia a dia de policiamento. No entanto, é preciso pensar que o impacto da nossa ausência poderá recair sobre nossos ombros, sobre nossas famílias. A nossa falta causaria males incalculáveis e irreparáveis. Temos a certeza que passamos por um momento muito delicado, mas é preciso avaliar as consequências dos nossos atos. Protestos são legítimos, mas precisamos buscar a melhor forma de reivindicar nossos direitos. Paralisar um serviço essencial afeta toda a população, incluindo nossas famílias. A quem interessa a barbárie?#ValorizeQuemteProtege #ServireProtege”

A nota oficial está disponível no website da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro:
https://www.pmerj.rj.gov.br/posicionamento-da-policia-militar/